Quarta-feira, 28 de Maio de 2008

SEPULTURA em CONSTÂNCIA

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(fotografada em Constância, em frente ao Tejo, quase na confluência com o Zêzere, no Dia da Mãe de 2007)

Amanhã, será a terceira vez que solicito a "certeza" do eterno descanso da minha filha e o direito a revestir-lhe a sepultura com algo mais que a areia que a cobre.

Haverá quem não goste do "peso" do mármore. Por exemplo, a minha mãe, demorou quase 15 anos a aceitar o revestimento da campa do meu pai. Dizia ela que "peso em cima já ele tinha demais". Eu, prefiria ver o branco do mármore que a areia na campa da Margaret.


 

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Exmº Senhor

Presidente da Câmara Municipal de Constância

Estrada Nacional, nº 3

2250 Constância




 

Assunto: ENVIO DE REQUERIMENTO DE CONCESSÃO DE SEPULTURA PERPÉTUA E DECLARAÇÃO


 


 

Junto envio a Vª Exª requerimento solicitando a concessão de sepultura perpétua, relativa à minha filha ANA MARGARETE PINTO COTOVIO DIAS MARTINS, cujo funeral se realizou a 1 de Setembro de 2007 (E9 do Cemitério de Constância).


 

Insisto e renovo este pedido que é apresentado pela terceira vez. Não obtive qualquer resposta por parte da Câmara Muncipal de Constância ao segundo pedido, ou seja, o enviado em 10 de Janeiro do presente ano.


 

Solicito ainda que me sejam facultados os dados passíveis de divulgaçaõ que justifiquem a manutenção da deliberação tomada por esse Executivo Camarário em reunião ordinária ocorrida em 16 de Setembro de 2005 constante da respectiva acta, cujo número é 24/2005 bem como os procedimentos adoptados e o ponto da situação em termos de levantamento cadastral e regularizações administrativas, uma vez que foram esses os motivos que justificaram essa deliberação.


 

Passo a transcrever o ponto da acta acima referida:


 

8.6 – CEMITÉRIO DE CONSTÂNCIA – SUSPENSÃO DE VENDA DE TERRENOS

DE COVAIS ----------------------------------------------------

A Câmara deliberou, por unanimidade, suspender a venda de

terrenos para supulturas no Cemitário Municipal de Constância,

até que seja executado um levantamento cadastral do mesmo e

sejam feitas as regularizações administrativas que se impõem

de covais ----------------------------------------------------


 

Caso não me seja permitido, de imediato, proceder à compra do terreno onde o corpo da minha filha repousa, solicito autorização para colocar um revestimento de mármore na sua sepultura. Esta é a última coisa que posso fazer pela Margarete e não pretendo desistir dela. Continuarei a insistir neste pedido, as vezes que forem necessárias, até conseguir uma resposta favorável. Tal como não desisti (nem ela) da luta pela vida (ainda que o cancro a tenha vencido) também não pretendo desistir da luta pelo seu descanso eterno, na localidade à qual sempre nos sentimos ligadas afectivamente e à qual chamamos “nossa terra”.


 

 

Na expectativa de uma resposta de Vª Exª que espero seja positiva, agradeço desde já toda a consideração que essa edilidade possa conceder a este pedido.


 


 

Com os melhores cumprimentos.


 

Ana Paula Soares Pinto


 

Entroncamento, 28 de Maio de 2008

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DECLARAÇÃO
 


 

Ana Paula Soares Pinto, portadora do Bilhete de Identidade com o número 6289382, emitido pelo Arquivo de Identificação de Santarém, com o Número de Identificação Fiscal 164959041, residente na Rua Luís Falcão de Sommer, nº 35 – B, 2º Esquerdo, 2330-176 Entroncamento, de acordo com o ponto 3 do Artigo 37º do Regulamento do Cemitério Municipal de Constância, publicado em Diário da República (2ª série, nº 180) em 18 de Setembro de 2007, constante em Anexo ao Edital nº 768/2007, declara sobre compromisso de honra que nenhum outro elemento da família de Ana Margaret Pinto Cotovio Dias Martins inumada em 1 de Setembro de 2007 na sepultura identificada como E9 e em condições legais para efectuar o pedido de concessão de sepultura perpétua, o pretende fazer, enquanto se verificar o contexto actual de expectativa à resposta favorável dessa edilidade ao requerimento materno..


 

Pretende acrescer à presente declaração que a não apresentação de pedidos de igual teor (concessão de sepultura perpétua para a identificada como E9), até à presente data, por todos os indivíduos vivos com direito legal ao seu requerimento se prende unicamente com o cumprimento estipulado do diploma legal supra-citado e não reflecte sentimentos e emoções de âmbito estritamente pessoal e privado.


 

A Declarante,

 

____________________

(Ana Paula Soares Pinto)


 

Entroncamento, 28 de Maio de 2008


 


 

Exmº Senhor

Presidente da Câmara Municipal de Constância

Estrada Nacional, nº 3

2250 Constância
 

 


 

Requerimento



 

Ana Paula Soares Pinto, portadora do Bilhete de Identidade com o número 6289382, emitido pelo Arquivo de Identificação de Santarém, com o Número de Identificação Fiscal 164959041, residente na Rua Luís Falcão de Sommer, nº 35 – B, 2º Esquerdo, 2330-176 Entroncamento, vem requerer a Vª Exª, de acordo com os pontos 1 e 2 do Artigo 37º do Regulamento do Cemitério Municipal de Constância, publicado em Diário da República (2ª série, nº 180) em 18 de Setembro de 2007, constante em Anexo ao Edital nº 768/2007, a concessão de sepultura perpétua, identificada como E9, onde foi inumada a minha filha Ana Margaret Pinto Cotovio Dias Martins em 1 de Setembro de 2007.
 


 


 

Pede Deferimento,


 

A requerente,


 

____________________________

(Ana Paula Soares Pinto)


 

Entroncamento, 28 de Maio de 2008


 

 

 

 


Desabafos de alemvirtual às 20:32
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Domingo, 4 de Maio de 2008

Dia da Mãe

Pequeno poema

Quando eu nasci,
ficou tudo como estava.

Nem homens cortaram veias,
nem o Sol escureceu,
nem houve Estrelas a mais...
Somente,
esquecida das dores,
a minha Mãe sorriu e agradeceu.

Quando eu nasci,
não houve nada de novo
senão eu.

As nuvens não se espantaram,
não enlouqueceu ninguém...

Pra que o dia fosse enorme,
bastava
toda a ternura que olhava
nos olhos de minha Mãe

 

Sebastião da Gama

 

Este foi o poema escolhido e impresso nos sacos da loja (não gosto de dizer boutique, ou coisas do género) da minha filhota Margot para o Dia da Mãe de 2004.

 

Quem se lembra da Margot, Moda e Acessórios? Era a loja mais bonita, excêntrica e requintada da região centro. Margot, marcava nitidamente a diferença. Será que a imprensa local e reginol, jornais e rádio, ainda se lembra? Até estações televisivas ofereciam publicidade...a troco de uns milhares de euros que nós não podíamos pagar. Mas fica o orgulho de ter conseguido abrir a Margot. No Dia da Mãe, pensei muito em ti. Tinhas um imenso orgulho na mãe imperfeita que Deus te deu. Foste uma filha que não mereci.

 

Há um rio correndo dentro de mim...nasce borbulhando em remoinhos cristalinos, forma uma torrente de cascatas puras, inunda, vivifica a alma árida, tornada pó...

 

 Quem assim ousou mortificar o meu mundo? Encarquilhando, enrugando, secando estas paragens outrora verdejantes?

Mas este rio, tornado minúscula nascente, aguardou latente...não morreu e jamais morrerá. Ainda respira...Latejando, num último (?) sopro de vida, em derradeira tentativa desesperada, emerge timidamente e tudo alaga à sua volta. A fertilidade voltou às suas margens, renascendo...na outra margem.

Esta margem à margem da vida...

Margem oculta, terreno virgem por desbravar, margem de sonhos.

Rios de águas claras, transparentes como as almas diáfanas de ninfas perdidas...

Ninfas pairando sobre a bruma misteriosa, dançando em alegres rodopios sobre a corrente branda das águas...

Margem destes e de outros rios.

Rios de ontem, rios de hoje, rio quase morto e rio por nascer...

Enlaçados, águas de rios e figuras de ninfa...

Pó...

Água ...

Vida tornada pó...

Água vivificante da vida...

 

Sonhos que são água, que são vida, que alimentam a vida das ninfas...

Dor, que seca a nascente, que evapora o sonho, que destrói a vida...

Inventar e pintar novos sonhos que inundam a vida...sonhos sem cor e sonhos coloridos. Sonhos de fé, sonhos de esperança, sonhos de Mãe...

Eu sou sonho.

Eu sou rio.

Eu sou água.

Eu sou a ninfa que baila na água do rio.

Este rio só meu, porque meus são os sonhos.

Eu grito à terra que seca, à folha que murcha, ao prado que seca...

 E o pó é soprado para longe, lavado na água deste rio que nasce...

E deste sopro de vida, renasce a ninfa deste rio encantado...

 

A.P.

(27/02/2007)

 

 


Desabafos de alemvirtual às 21:50
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